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日志


9月28日

Um poema para sexta-feira

 

Correio Verde

Que linda caixinha verde eu vi

logo pela manhã... largada para

meu afã do outro lado da porta cor-

reio “mais-nada-me-importa” cai-

xinha quieta e calada à espera de

ser tomada à espera de ser aberta

porque se era selada era oferta e

queria-se por bem rasgada senão

mesmo saqueada trazia um cd da

elis com o tom e um bilhetinho que

imanava o seu som novas da mi-

nha amada caixinha tão desejada

firmando o seu segredo que ela me

quer mas tem medo sentir mas não

reagir e isto e aquilo dito prosaico

sem estilo dito assim tão pouco ou

tanto mas sempre “e no entanto”

certa na hesitação mas justa tão

justa no coração que se não podia

(ainda) estar presente... mandava a

caixinha à frente.

Nuno Pino Custódio, Julho 2007

 CorrVer_Logo1 elis and tom

 

9月27日

Poemas de amor para o dia de hoje

 

Gustav Klimt-The-Tree-of-Life-Posters

Gustav Klimt - The tree of life


Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía;

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

In Pablo Neruda, 20 poemas de amor y una canción desesperada

_42401944_too_heavy Too heavy...

Rien n'est jamais acquis à l'homme. Ni sa force

Ni sa faiblesse ni son coeur. Et quand il croit

Ouvrir ses bras son ombre est celle d'une croix;

Et quand il croit serrer son bonheur il le broie.

Sa vie est un étrange et douloureux divorce;

Il n'y a pas d'amour heureux.

Sa vie, elle ressemble à ces soldats sans armes

Qu'on avait habillés pour un autre destin.

A quoi peut leur servir de ce lever matin

Eux qu'on retrouve au soir désoeuvrés incertains.

Dites ces mots ma vie et retenez vos larmes;

Il n'y a pas d'amour heureux.

Mon bel amour mon cher amour ma déchirure

Je te porte en moi comme un oiseau blessé

Et ceux-là sans savoir nous regardent passer

Répétant après moi les mots que j'ai tressés

Et qui pour tes grands yeux tout aussitôt moururent

Il n'y a pas d'amour heureux.

Le temps d'apprendre à vivre il est déjà trop tard

Que pleurent dans la nuit nos coeurs à l'unisson

Ce qu'il faut de malheur pour la moindre chanson

Ce qu'il faut de regrets pour payer un frisson

Ce qu'il faut de sanglots pour un air de guitare

Il n'y a pas d'amour heureux.

Il n'y a pas d'amour qui ne soit douleur.

Il n'y a pas d'amour dont on ne soit meurtri.

Il n'y a pas d'amour dont on ne soit flétri.

Et pas plus que de toi l'amour de la patrie

Il n'y a pas d'amour qui ne vive de pleurs.

Il n'y a pas d'amour heureux.

Mais c'est notre amour à tous les deux.

Louis Aragon, Il n'y a pas d'amor heureux

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9月24日

Na caixa do email

 

Recebi e deixo-vos a seguinte mensagem:

 

O Conselho Português para a Paz e Cooperação tem o prazer de anunciar a realização do "Encontro Europeu em Defesa da Paz".

Esta reunião é co-organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, o Conselho Mundial da Paz e o Grupo Confederal da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica, do Parlamento Europeu, e terá lugar nos dias 28 e 29 de Setembro, no Hotel Zurique, em Lisboa.

Podemos desde já anunciar a confirmação de presença de trinta representantes de Movimentos e Organizações pela paz oriundos de quinze países Europeus, e ainda com a presença de euro-deputados de Portugal, Grécia, Alemanha, República Checa e Espanha.

Sob o Lema "Desmilitarizar a Europa, Defender a Paz", a reunião abordará genericamente os seguintes temas:

  • A Europa e o Mundo –  A estratégia de guerra e a militarização na Europa;

  • Em defesa da paz, contra o militarismo e a guerra;

  • A ordem política internacional. Solidariedade com os povos sob agressão e ocupação estrangeira, bloqueios e ingerência. O movimento pela paz.

9月21日

Cartazes pela Paz

 

 

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Pode ver os cartazes

[AQUI]

Peace Poster Project

Ao abrir a página do Peace Poster Project pode clicar nos posteres para ver em tamanho maior ou em slide show.

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Uma canção para o Dia Internacional da Paz

 

"Where have all the flowers gone?" canção composta em 1956 por Pete Seeger peteseeger é aqui interpretada por Joan Baez num concerto em 2005.

Não deixem de visitar o site Canzoni contra la Guerra, onde encontrarão informação muito interessante. ( Nota: para quem não sabe italiano poderá ler em francês ou em inglês).

Do site que referi retirei o seguinte texto:

"The author of the lyrics of this most famous antiwar song of any time is Pete Seeger, though ist best known version has probably been sung by Joan Baez.
According to the author himself, Pete Seeger was inspired by a passage of Quiet Don by the Russian writer Michail Sholokhov [Михайл Шoлoхoв] (who was awarded the Nobel Prize in Literature for this work, in 1964), in which three verses from an Ukrainian folksong were mentioned. Pete Seeger kept on looking for the full lyrics of the folksong in vain for years and years, but he kept those three verses hoping he could use them one day or another. Happily enough, this actually happened, though first in a LP which passed almost unnoticed, Rainbow Quest. The song was then recorded under their name by Kingston Trio (1960), who had “listened to it” and totally ignored that it had been written and recorded by Pete Seeger four years earlier (they believed it were a folksong). Pete Seeger solved the problem with a simple phone call…
The tune, as stated by Pete Seeger, is taken from a lumberjack version of an American folksong, Drill ye tarriers drill; but for the origin and the full history of the song, you are advised to go to this webpage, a very important one indeed, also because it allows you to download some videoclips in which Pete Seeger tells the history of the song and, above all, sing it in full (the videoclips are in .RMV format)."

Where have all the flowers gone?

Where have all the flowers gone,
long time passing?
Where have all the flowers gone,
long time ago?
Where have all the flowers gone?
Gone to young girls, every one!
When will they ever learn,
when will they ever learn?
Where have all the young girls gone,
long time passing?
Where have all the young girls gone,
long time ago?
Where have all the young girls gone?
Gone to young men, every one!
When will they ever learn,
when will they ever learn?
Where have all the young men gone,
long time passing?
Where have all the young men gone,
long time ago?
Where have all the young men gone?
Gone to soldiers, every one!
When will they ever learn,
when will they ever learn?
And where have all the soldiers gone,
long time passing?
Where have all the soldiers gone,
long time ago?
Where have all the soldiers gone?
Gone to graveyards, every one!
When will they ever learn,
when will they ever learn?
And where have all the graveyards gone,
long time passing?
Where have all the graveyards gone,
long time ago?
Where have all the graveyards gone?
Gone to flowers, every one!
When will they ever learn,
oh when will they ever learn?
Where have all the flowers gone?
Long time passing.
Where have all the flowers gone?
Long time ago.
Where have all the flowers gone?
Young girls picked them, every one.
Oh, when will they ever learn?
Oh, when will they ever learn?

 


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Hoje é o Dia Internacional da Paz

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Transcrevo abaixo o comunicado/apelo  do Conselho Português para a Paz e Cooperação ( CPPC ):

 

O dia 21 de Setembro foi proclamado, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como DIA INTERNACIONAL DA PAZ.

Num mundo cada vez mais militarizado e perigoso em que o recurso à guerra se está banalizando como meio de resolução de conflitos e, dramaticamente, como meio de conquista de mercados e matérias-primas, assim como de manutenção e hegemonização de poder, em detrimento do bem estar e progresso dos povos e da mera sobrevivência de alguns, num mundo assim, é necessário e urgente defender a Paz como um dos maiores bens da humanidade.

Ao assinalar esta data, o CPPC destaca a brutal e ilegítima ocupação do Iraque, do Afeganistão e do Líbano, e o genocídio do povo palestino, a exploração extrema do continente Africano. Destaca, de entre outros culpados, os EUA e Israel, que sob o pretexto de combate ao terrorismo, fomentam o recurso à guerra e prosseguem o terrorismo de Estado com armamento cada vez mais sofisticado e mortífero e detendo arsenais de armas nucleares como ameaça permanente.

Nesta data, o CPPC salienta a desumana e irresponsável corrida aos armamentos desencadeada com a militarização da Europa e a extensão europeia do sistema Anti-Míssil dos EUA. Estes sistemas de pretensa defesa só aumentarão o perigo de conflitos e guerras, pois não é com armas que se constrói um futuro de Paz e o Progresso.

O CPPC apela a que no dia 21 de Setembro os Portugueses e Portuguesas se unam e mobilizem para um amplo e poderoso movimento a favor da Paz e por um mundo melhor, mais pacífico e solidário.

Apela a que o governo Português adopte uma política de Paz e respeito pelo Direito Internacional e pelos Princípios e Carta das Nações Unidas, aliás em consonância com a letra e o espírito da Constituição da República.

Lisboa, 21/Setembro de 2007

Morada do Conselho Português para a Paz e Cooperação :

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 - 2º 1250 -193 Lisboa, Portugal

Porque não escrevem e pedem para se inscreverem? Fica aqui a sugestão amiga e conto/contamos convosco.

9月16日

Para ouvir, ouvir... e voltar a ouvir

Sidney Bechet toca, em 1958, " Le premier bal". Espero que gostem.

 
 
9月11日

Belezas...

  
9月10日

Nostalgias (6)

 

Ernesto Cochat Osório poeta angolano que fez parte da minha infância e adolescência e que me deixava ler os livros da sua biblioteca.  Quando me ofereceu o seu livro de poesia "Calema" escreveu uma dedicatória (ilustrada...) que nunca esquecerei.

Paisagem

No fundo
além da fortaleza sonhadora,
das acácias em flor,
da cidade espalhada em colinas,
da cascata de vidros nas encostas,
do vôo disparado daqueles patos
e do calor de tua mão,
no fundo,
feito paisagem indiferente,
o ruído do mar.
Monótono, constante, distraído,
marcando-me o compasso ao pensamento.
E o pôr-do-sol, as nuvens cor de fogo,
a cinza abrasada, um dongo na baía,
a fortaleza debruçada, além,
como quem espreita para além do mar...
Toda a beleza cálida me fere,
só porque o mar,
monótono, indiferente,
repete aquelas frases, cáusticas, brutais,
que eu trouxe no meu peito com vinte anos
os versos de combate,
o meu olhar altivo,
as horas de visão
e os passos muito incertos e tão fortes
que eu sentia no rumo do futuro.
Há uma sombra no céu
e uma névoa nos meus olhos.
As janelas apagam-se em penumbra,
o dongo atravessou a água mansa
e a tua mão aquece a minha mão.
Crispas os dedos, sentes esta angústia:
a beleza completa-se com dor.
Ao fundo, o mar,
o mar que nos embala e nos conforta,
o mar...
Ó meu amor, e diz,
eu ouço, ele diz,
que a alma não está gasta,
a ânsia não está morta,
se os olhos são capazes de chorar!


(No reino de Caliban II - Antologia Panorâmica de Poesia Africana de Expressão Portuguesa)

Pequena biografia de Cochat Osório

Cochat Osório

Cochat Osório nasceu em Luanda, em 1917. Relativamente novo, desembarcou em Portugal, onde estudou e se licenciou em Medicina pela Universidade de Lisboa. Mais tarde regressou a Luanda, onde exerceu a profissão de médico. Obra poética: Calema, 1956, Luanda, Lello; Cidade, 1960, Luanda, Rotary Club de Luanda; Poemas, 1966, Luanda, Lello.( Fonte:Guesa Errante )

Carlos Santana

 

_mg_1204 

Carlos Santana em concerto fotografado por Rod Barata

 

Carlos Santana e Buddy Guy no Festival de Montreux (2004) 

9月7日

Tranquilidade

 

Moon over river Thames

Foto de Rod Barata


A orquestra de Glenn Miller interpreta "Moonlight Serenate" em gravação da época:    

9月6日

Para terminar bem o dia...

 

Bolinhas...muitas bolinhas

 

screenshot_ballofbeing_ball

Liguem o som e...cliquem AQUI

Espero que gostem. Obrigada mais uma vez ao Blog da Sabedoria.

9月4日

Bibliotecas

Um dia veio uma peste e acabou com
Toda vida na face da Terra:
Em compensação ficaram as Bibliotecas...
E nelas estava meticulosamente escrito
o nome de todas as coisas!

Mário Quintana


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