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日志


8月9日

Pasmo e indignação!!!!

Hoje, ao despertar cerca das 6:30 da manhã ( tão cedo...) escuto a TSF. O PCP protesta por ter tido conhecimento que um avião israelita (sim!!!)  tinha aterrado com material bélico no aeroporto das Lages. Desperto com indignação! O que se passa? Estamos na 2ª Guerra Mundial e Salazar autoriza aviões nazis e franquistas a andarem por aqui???? O que se seguirá?
Já a caminho da Faculdade a habitual paragem na tenda do "Luís dos jornais".
Leio no Diário de Notícias:
 
"Avião militar israelita autorizado a fazer escala nas Lajes
Aeronave transportava «material bélico não ofensivo». MNE diz que não vai permitir novas escalas."
 
Ao espanto surge nova indignação "material bélico inofensivo". O que será?? será possível?? ou é o atestado de "estupidez" que passam aos cidadãos deste país ?
Até o meu velho cão, O ZéZé, que nunca mordeu, nem há lembrança de ser agressivo, se o entregar a um exército pode ser " material bélico". è só puxar pela imaginação.
Há que não calar.
A propósito, e se ainda não assinaram façam o favor de o fazer.
Cliquem no site:
 
Every Day We Delay...Day 26:

970 Innocent Civilians Killed

 
 Lê-se na página  da Cease fire Campaign...
8月8日

Amparo Jaramillo-Restrepo

 

NUEVA YORK Nueva York, ciudad de las mil caras: la del cielo azul resplandeciente empañado solo por el vaho espumoso de los jets, y sus torres de cristal acerado que semejan altares, mientras millones de seres humanos se arrastran como hormigas allá abajo, las hojas de sus vidas abiertas a la espalda.

Esta, la ciudad cosmopolita
donde se ama, se odia,
se reza, se llora, se canta,
se negocia, se copula
en mil lenguas diferentes.
Urbe del insomnio
donde los apocalipsis
se materializan en los dantezcos
socavones de los guetos,
mientras sus caballos desbocados
siembran el horror y la muerte.
La de las noches centelleantes
de Lincoln Center y dos ríos luminosos
colgados al cuello de Manhattan
como cascadas de cuentas de cristal
Aquí, donde aún resuenan
las voces apasionadas
de tantos apóstoles de la libertad,
revientan a la vida diariamente
enjambres de esclavos,
engendros del útero
subterráneo y trágico de la miseria,
cuyas cadenas invisibles
pesan más que el hierro.
Ciudad de luchadores infatigables
que embanderan parques y avenidas
con mensaje de amor y de paz
mientras a sus pies se libran
guerras de toda clase,
y el odio y la discriminación
campean a su antojo
cubriendo de sangre las barriadas
y decapitando sueños.
Alegre e ingenua
en las tardes luminosas
de Central Park
rebozantes de cometas
y risas infantiles,
oscura y sórdida
en las noches interminables
del invierno, cuando el frío y la nieve
acuchillan implacablemente
las carnes de lo niños
y ancianos sin hogar
que comparten el espacio
con las ratas, ratas apocalípticas
hastiadas de proyectos
y ensayos pisoteados
sobre derechos humanos,
Y tu no oyes su clamor
porque la música y el oropel
de la farándula
te ensordecen y te ciegan.
Nueva York,
ciudad de millones de almas
y de voces donde nadie
pronuncia mi nombre

Olhos/Eyes/Yeux/Ojos...

* A Menina Afegã, foto de Steve McCurry

 in National Geographic  Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo
Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir
Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética.
Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de
1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se
numa das mais famosas da revista e do mundo.
No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da
garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que
durou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de
30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do
Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos.
Ela regressou ao Afeganistão em 1992.

Poesia brasileira contemporânea

 
    OUTROS  QUINHENTOS
     
    Abr’olhos !
    Apuro juízo e vista :
    em matéria de previsão eu deixo furo
    futuro, eu juro, é dimensão
    que não consigo ver
    nem sequer rever
    isto porque no lusco-fusco
    ora pitombas!
    minha bola de cristal fica fosca
    mando bala no escuro
    acerto tiro na boca da mosca
    outras tantas giro a terra toda às tontas
    dobro o Cabo das Tormentas
    rebatizo-o de Boa-Esperança
    e nessa espécie de caça ao vento leviano
    vou pegando pelo rabo
    a lebre de vidro do acaso.
    Por acaso,
    em matéria de previsão só deixo furo
    - o juízo e a vista apuro -
    futuro, juro, d’imensidão q ignoro
    abr’olhos
    vejo bem no claro
    turvo no escuro
    minha vida afinal navega taliqual
    caravela de Cabral
    um marinheiro enfia a cara na escotilha
    um grumete na gávea ziguezagueia e berra
    sinal
            de terra, terra ignota à vista !
    tanto faz Brasil, Índia Ocidental Índia Oriental,
     
     
     

    ó sina, toucinho do céu e tormento,
    ó fado, amo e odeio
    o vira, a volta e o volteio
                                            da  sinuca
                                           da sempre mesma
                                                                                   d
                                                                                  a
                                                                                 n
                                                                                ç
                                                                               a
                                                                               -
                                                                              l
                                                                             e
                                                                            s
                                                                           m
                                                                          a
                                          da sinuca-de-bico vital.
    Açorda !
    Vatapá !

                   
                   
                      Waly Salomão

                   

    Transcrevo um poema de Waly Salomão a propósito do belissimo DVD da Maria Bethânia ( "O tempo" ). Para além do show o DVD contém um vídeo em que a cantora fala sobre as suas escolhas e preferências poéticas. Parecia divertir-se com as "travessuras" de Waly Salomão. Recordo-me de ter lido já alguns poemas seus. Não sei onde.
    Descubro ao ler a sua biografia que morreu, em 2003, aos 59 anos de idade ( a minha idade! ). Título da notícia fúnebre:
    Morre no RJ, aos 59 anos, o poeta Waly Salomão

    Segunda, 05 de maio de 2003, 10h55

    Fico triste com a notícia. De repente ocorre-me que foi há 3 anos atrás... Como o tempo passa rápido, mesmo para um desconhecido.

    Alguns dados biográficos e mais uma poesia:

    Waly Salomão era filho de mãe baiana e pai sírio. Nasceu em Jequié, na Bahia. Nos anos 60 teve ligações estreitas com o movimento tropicalista, que tem representantes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e o também poeta Torquato Neto. Apesar da ligação, ele nunca se considerou um tropicalista.

    Além de poeta, Waly Salomão também era letrista e produtor cultural. Como letrista, colaborou com diversos artistas, como Caetano Veloso (Talismã), Lulu Santos (Assaltaram a Gramática, sucesso com os Paralamas do Sucesso), Adriana Calcanhotto (Pista de Dança), entre outros. Salomão também é co-autor de Vapor Barato, de 1968, feita em parceria com Jards Macalé.

    O primeiro livro de poemas, Me segura que eu vou dar um troço, foi lançado em 1971. Os poemas presentes no livro de estréia foram escritos durante a temporada na prisão. A diagramação ficou por conta de Hélio Oiticica, de quem Waly foi muito amigo, chegando a escrever a biografia Qual É o Parangolé.

    Entre os seus trabalhos marcantes está a revista Navilouca, feita em parceria com o poeta piauiense Torquato Neto, morto em 1972. A revista só teve uma edição lançada, mas bastou para entrar para a história. Na época do lançamento da Navilouca, ele passou a assinar como Wally Sailormoon, mas o pseudônimo não vingou.

    A sua obra reúne livros como Gigolô de Bibelôs, Surrupiador de Souvenirs, Algaravias, Lábia e Tarifa de Embarque, lançado em 2000.

    Em março desse ano, Waly Salomão, ocupando o cargo de Secretário Nacional do Livro e da Leitura, veio a público com o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Pedro Corrêa do Lago, para explicar-se sobre um suposto favorecimento do governo para pagar a tradução espanhola do livro Algaravias, de sua autoria.

    O livro foi incluído no Programa de Apoio à Tradução de Obras de Autores Brasileiros, que concedeu nove bolsas de R$ 15 mil a editores espanhóis para publicar na Espanha autores brasileiros. Segundo Corrêa do Lago, a aprovação do livro de Salomão se deu na gestão de Eduardo Portela à frente da Biblioteca Nacional, quando Waly Salomão ainda não ocupava o cargo de secretário.

    No cinema, em 2002, Waly viveu o poeta Gergório de Matos, em filme homônimo da diretora Ana Carolina. No elenco estavam também Rodolfo Bottino, Ruth Escobar, Marília Gabriela, Xuxa Lopes, entre outros.

    Em entrevista à Istoé Gente, na ocasião do lançamento de Tarifa de Embarque, questionado sobre "quanto se paga para escrever um livro", Waly Salomão respondeu, com o tom profético de sempre: "O corpo vira cinza para que o fogo habite as páginas do livro."

    Transcrevo de uma página do Jornal de Poesia ( S. Paulo?)

    Devenir, devir

    Término de leitura
    de um livro de poemas
    não pode ser o ponto final.

    Também não pode ser
    a pacatez burguesa do
    ponto seguimento.

    Meta desejável:
    alcançar o
    ponto de ebulição.

    Morro e transformo-me.

    Leitor, eu te reproponho
    a legenda de Goethe:
    Morre e devém

    Morre e transforma-te.