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日志


4月29日

29 de Abril - Dia Internacional da Dança

2007 - International Dance Day Message

By Sasha Waltz
One dances on birthdays, at weddings, on the streets, in living rooms, on the stage, behind the scenes. To communicate joy, sorrow, as ritual and borderline experience. Dance is a universal language: emissary for a peaceful world, for equality, tolerance and compassion. Dance teaches us sensibility, consciousness and to pay attention to the moment. Dance is the manifestation of our being alive. Dance is transformation. Dance locates the soul, dance affords the body a spiritual dimension. Dance enables us to feel our body, to rise above, to go beyond, to be another body. To dance is to participate actively in the vibration of the universe. ITI/Unesco

Escolhi Pina Baush para homenagear pela forma como revolucionou a dança contemporânea. Um pequeno testemunho é o vídeo a que podem assistir. Como o dia de hoje foi especialmente dedicado às crianças deixo um momento do saudoso Muppet Show onde o clássico Nureyev dança com Miss Peggy...

 

 

Um jogo de futebol diferente

Os Monty Python no seu melhor. Não percam o jogo

 
4月27日

É sempre bonito escutar...

Alfredo da Rocha Vianna Jr. (1897 - 1973) - Pixinguinha

Carinhoso

Pixinguinha

Composição: Pixinguinha/ João de Barros

Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz
Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim
Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

Neste vídeo, Marisa Monte interpreta Pixinguinha acompanhada por Paulinho da Viola.Saboreiem...


 

4月26日

25 de Abril

Para o dia ( que já passou ...) deixo um texto de Maria Teresa Horta ( Lisboa, 20 de Maio de 1937 ) que é um hino de louvor às Mulheres e à luta comum que travámos com os nossos companheiros para que fosse possível o 25 de Abril.

*Elas fizeram greve de braços caídos. Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta. Elas gritaram à vizinha que era fascista. Elas souberam dizer salário igual e cresces e cantinas. Elas vieram para a rua de encarnado. Elas foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água.

Elas gritaram muito. Elas encheram as ruas de cravos. Elas disseram à mãe e á sogra que isso era dantes. Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua. Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo. Elas

ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas. Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra. Elas choraram a ver o pai a guerrear com o filho. Elas tiveram medo e foram e não foram. Elas

aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas. Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro um a cruzinha laboriosa. Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões. Elas levantaram o braço nas grandes assembleias.

Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos. Elas disserem à mãe, segure-me aqui os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é. Elas vieram dos
arrabaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada. Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão. Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens. Elas iam e não sabiam para onde,
mas que iam. Elas acendem o lume. Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado. São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas. *

Maria Velho da Costa, *Cravo*.

*Abril, cravos mil.*

Agradeço à minha amiga Joana Dias Pereira ter-me enviado o texto que aqui reproduzo.

 
 
 

4月24日

Dia 24 de Abril

Hoje é véspera de um dos dias do ano de que mais gosto. Por isso preparemos a festa de amanhã.

Para começar um poema, escolhi este:

Livre
Não há machado que corte
A raiz ao pensamento:

Não há morte para o vento,
Não há morte.

Se ao morrer o coração
Morresse a luz que lhe é querida,

Sem razão seria a vida,
Sem razão.

Nada apaga a luz que vive
Num amor, num pensamento,

Porque é livre como o vento
Porque é livre.

Fernando Lopes Graça
(1906-1994)

Parece-me escutar a voz do Adriano Correia de Oliveira a cantar ou a voz de um amigo, que conheci em Santarém (estudava em Coimbra) e que, mais tarde, veio a fugir à guerra colonial exilando-se na Bélgica. Chamava-se João e cantava o fado de Coimbra lindamente.O João deixou-me sempre muitas saudades. Era um tempo de perdas. Os amigos presos, os que viviam na clandestinidade, os que fugiam à guerra e que um dia partiam sem dizer adeus, os que embarcavam em aviões militares, ou em navios fretados para o efeito, e que desapareciam um a um , muito alinhados em longas filas, como se os aviões ou os navios para onde entravam os engolissem. Era um tempo triste esse em que se chorava muito, ou se escondiam as lágrimas, para que os amigos não desanimássem da luta que, de um modo ou de outro, íamos travando, aproveitando todos os momentos para ajudar a demolir o regime.

Visitem uma Exposição virtual sobre o 25 de Abril [ aqui ].


 

4月12日

Heróis da minha infância

Yuri Alekseyeevich Gagarin

Ю́рий Алексе́евич Гага́рин

9 de Março de 1934 - 27 de Março 1968

Ainda me lembro tão bem quando no dia 12 de Abril de 1961, em Luanda ( Angola ), li a notícia da ida ao espaço de Gagarin e de este ter dado a volta à órbita da Terra. Na altura os jornais locais, feitos com o regime salazarista, minimizavam o que vinha da antiga União Soviética. O grande feito histórico encontrava-se reduzido a umas poucas linhas. Tinha nessa altura 14 anos e o francês aprendido no liceu valeu-me ter podido entender a grandeza do acontecimento através do aburguesado "Paris Match" que um vizinho jornalista recebia semanalmente. A notícia, recordo-me, era bem ao estilo do "Match". Muitas fotografias e pouco texto. Foi então que, timidamente, pedi ao jornalista se me deixava recortar as fotos. Disse-me que sim. Colei-as na parede da sala onde estudavamos e aí ficaram anos. Guardei para mim uma pequena foto de Gagarin, loiro e bonito, que coloquei ao lado das fotos do Marlon Brando e do James Dean que nunca foram ao espaço mas que deram a volta, na altura, à minha cabeça adolescente...

Fotos da época...

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4月10日

Recado...

Hoje tinha no meu email este "recado":

Margaridochka,

estamos perto da época das cerejas.

beijinho.

H

  

Gabriel García Márquez e o elogío da língua castelhana

Palabras de Gabriel García Márquez

en el IV Congreso de la Lengua en Cartagena

Clic para ampliar

Gabriel García Márquez, en el discurso en Cartagena (Colombia)

"Ni en el más delirante de mis sueños, en los días en que escribía Cien Años de Soledad, llegué a imaginar que podría asistir a este acto para sustentar la edición de un millón de ejemplares. Pensar que un millón de personas pudieran leer algo escrito en la soledad de mi cuarto, con 28 letras del alfabeto y dos dedos como todo arsenal, parecería a todas luces una locura.

Hoy las academias de la lengua lo hacen con un gesto hacia una novela que ha pasado ante los ojos de cincuenta veces un millón de lectores, y hacia un artesano, insomne como yo, que no sale de su sorpresa por todo lo que le ha sucedido.

Pero no se trata ni puede tratarse de un reconocimiento a un escritor. Este milagro es la demostración irrefutable de que hay una cantidad enorme de personas dispuestas a leer historias en lengua castellana, y por lo tanto un millón de ejemplares de Cien Años de Soledad no son un millón de homenajes al escritor que hoy recibe, sonrojado, el primer libro de este tiraje descomunal. Es la demostración de que hay millones de lectores de textos en lengua castellana esperando, hambrientos, de este alimento.

No sé a qué horas sucedió todo. Sólo sé que desde que tenía 17 años y hasta la mañana de hoy, no he hecho cosa distinta que levantarme temprano todos los días, sentarme frente a un teclado, para llenar una página en blanco o una pantalla vacía del computador, con la única misión de escribir una historia aún no contada por nadie, que le haga más feliz la vida a un lector inexistente.

En mi rutina de escribir, nada he cambiado desde entonces. Nunca he visto nada distinto que mis dos dedos índices golpeando, una a una y a un buen ritmo, las 28 letras del alfabeto inmodificado que he tenido ante mis ojos durante estos setenta y pico de años.

Hoy me tocó levantar la cabeza para asistir a este homenaje, que agradezco, y no puedo hacer otra cosa que detenerme a pensar qué es lo que me ha sucedido. Lo que veo es que el lector inexistente de mi página en blanco, es hoy una descomunal muchedumbre, hambrienta de lectura, de textos en lengua castellana.

Los lectores de Cien Años de Soledad son hoy una comunidad que si viviera en un mismo pedazo de tierra, sería uno de los veinte países más poblados del mundo.

No se trata de una afirmación jactanciosa. Al contrario, quiero apenas mostrar que ahí está una gigantesca cantidad de personas que han demostrado con su hábito de lectura que tienen un alma abierta para ser llenada con mensajes en castellano.

El desafío es para todos los escritores, todos los poetas, narradores y educadores de nuestra lengua, para alimentar esa sed y multiplicar esta muchedumbre, verdadera razón de ser de nuestro oficio y, por supuesto, de nosotros mismos.

A mis 38 años y ya con cuatro libros publicados desde mis 20 años, me senté ante la máquina de escribir y empecé: "Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel Aureliano Buendía había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo".

No tenía la menor idea del significado ni del origen de esa frase ni hacia dónde debía conducirme. Lo que hoy sé es que no dejé de escribir ni un solo día durante 18 meses, hasta que terminé el libro.

Parecerá mentira, pero uno de mis problemas más apremiantes era el papel para la máquina de escribir. Tenía la mala educación de creer que los errores de mecanografía, de lenguaje o de gramática, eran en realidad errores de creación, y cada vez que los detectaba rompía la hoja y la tiraba al canasto de la basura para empezar de nuevo.

Con el ritmo que había adquirido en un año de práctica, calculé que me costaría unos seis meses de mañanas diarias para terminar.

Esperanza Araiza, la inolvidable Pera, era una mecanógrafa de poetas y cineastas que había pasado en limpio grandes obras de escritores mexicanos, entre ellos "La región más transparente", de Carlos Fuentes; "Pedro Páramo", de Juan Rulfo, y varios guiones originales de don Luis Buñuel.

Cuando le propuse que me sacara en limpio la versión final, la novela era un borrador acribillado de remiendos, primero en tinta negra y después en tinta roja, para evitar confusiones. Pero eso no era nada para una mujer acostumbrada a todo en una jaula de locos.

Pocos años después, Pera me confesó que cuando llevaba a su casa la última versión corregida por mí, resbaló al bajarse del autobús, con un aguacero diluvial, y las cuartillas quedaron flotando en el cenegal de la calle. Las recogió, empapadas y casi ilegibles, con la ayuda de otros pasajeros, y las secó en su casa, hoja por hoja, con una plancha de ropa.

Lo que podía ser motivo de otro libro mejor, sería cómo sobrevivimos Mercedes y yo, con nuestros dos hijos, durante ese tiempo en que no gané ningún centavo por ninguna parte. Ni siquiera sé cómo hizo Mercedes durante esos meses para que no faltara ni un día la comida en la casa.

Habíamos resistido a la tentación de los préstamos con interés, hasta que nos amarramos el corazón y emprendimos nuestras primeras incursiones al Monte de Piedad.

Después de los alivios efímeros con ciertas cosas menudas, hubo que apelar a las joyas que Mercedes había recibido de sus familiares a través de los años. El experto las examinó con un rigor de cirujano, pasó y revisó con su ojo mágico los diamantes de los aretes, las esmeraldas del collar, los rubíes de las sortijas, y al final nos los devolvió con una larga verónica de novillero: "Todo esto es puro vidrio".

En los momentos de dificultades mayores, Mercedes hizo sus cuentas astrales y le dijo a su paciente casero, sin el mínimo temblor en la voz: "Podemos pagarle todo junto dentro de seis meses".

"Perdone señora -le contestó el propietario-, ¿se da cuenta de que entonces será una suma enorme?".

"Me doy cuenta -dijo Mercedes, impasible-, pero entonces lo tendremos todo resuelto, esté tranquilo".

Al buen licenciado, que era un alto funcionario del Estado y uno de los hombres más elegantes y pacientes que habíamos conocido, tampoco le tembló la voz para contestar: "Muy bien, señora, con su palabra me basta". Y sacó sus cuentas mortales: "La espero el 7 de setiembre (sic)".

Por fin, a principios de agosto de 1966, Mercedes y yo fuimos a la oficina de correos de la ciudad de México, para enviar a Buenos Aires la versión terminada de Cien Años de Soledad, un paquete de 590 cuartillas escritas a máquina, a doble espacio y en papel ordinario y dirigidas a Francisco Porrúa, director literario de la editorial Suramericana.

El empleado del correo puso el paquete en la balanza, hizo sus cálculos mentales y dijo: "Son 82 pesos".

Mercedes contó los billetes y las monedas sueltas que le quedaban en la cartera, y se enfrentó a la realidad: "Sólo tenemos 53".

Abrimos el paquete, lo dividimos en dos partes iguales y mandamos una a Buenos Aires, sin preguntar siquiera cómo íbamos a conseguir el dinero para mandar el resto. Sólo después caímos en la cuenta de que no habíamos mandado la primera sino la última parte. Pero antes de que consiguiéramos el dinero para mandarla, ya Paco Porrúa, nuestro hombre en la editorial Suramericana, ansioso de leer la primera mitad del libro, nos anticipó dinero para que pudiéramos enviarla. Fue así como volvimos a nacer en nuestra vida de hoy.

Muchas gracias".

O discurso de Gabo foi publicado no dia 26 de Março de 2007, no jornal "El Tiempo"

  
4月4日

Joaquin Sabina e Chavela Vargas

Quando estes dois se juntam para cantar o resultado está à vista neste belo vídeo clip.

Aqui vos deixo este regalo... que aprovechen!