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日志


3月31日

Para o Nuno

 

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Margarida e Nuno, Agosto 1969

Queria colocar este post a 26 de Março dia do teu aniversário. Ficam aqui algumas memórias da tua infância, que são também minhas, pois partilhei contigo os teus "heróis", ouvi os relatos (infindáveis...) dos jogos do Subbuteo. Quando tiveste papeira coloquei junto à tua cama um gira-discos já velhinho para te distraires ouvindo os discos com as histórias que mais gostavas. Foi assim que  ouvi o teu disco da "Alice no País das Maravilhas" tantas, tantas, vezes, ao ponto de saber de cor os diálogos (aliás bem engraçados).

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Nuno,em 1975,no Externato "A Conchinha" na Rua Rodrigo da Fonseca

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Víamos juntos o "Franjinhas" e os amigos do "Carrocel Mágico"

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Num Natal comprei-te a maior caixa de Lego que ví.

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Nessa altura não havia os shopings e foi numa loja que vendia brinquedos na Rua do Ouro que a comprei. Durante anos ví-te fazer ( e desfazer ) milhentas construcções. Passei martírios com a Senhora Amélia, nossa empregada desde que nasceste, a apanhar as peças que espalhavas pela casa.

Lembro-me de não gostares do teu cabelo loiro muito encaracolado. Querias parecer-te com o Príncipe Valente teu herói.

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Imagem do Príncipe Valente com o modelo de cabelo que gostavas para ti...

Fazias  guerras intermináveis entre índios e cowboys  e brincavas também  com soldadinhos de plástico. Imaginavas cenários de guerra que relatavas com palavras imitando sons de tiroteio e de bombardeamentos .cowboys plastic bagLá em casa lutava-se pela Paz e os nossostoys_soldiers_plastic amigos apoiavam a mesma causa. Pertencendo tu á geração do Dr. Benjamin Spockdoutor Spock cujo livro eu consultava com frequência, era absolutamente "absurdo" que consentisse naquelas guerras. Mas entendi que nas guerras, tu, meu filho único, exprimias as "tuas lutas interiores". Nessas lutas ganhavam sempre os índios e, quanto aos soldados, as enfermarias estavam cheias de alemães (nazis)... Acompanhava o teu comportamento escolar e eras considerado uma criança conciliadora, um aluno (aplicado) e que não se metia em brigas. Isso era o bastante para me tranquilizar e, como tudo tem um tempo, chegaria a altura em que abandonarias os soldadinhos e os cowboys. Tal como previa aconteceu.

Das canções gostavas muito de um disco do Vinicius de Moraes de que faziam parte "A casa", "O Pato", "O caderno", aqui interpretadas por Toquinho, grande amigo do poeta e cantor.

 

Não falhavas um episódio da Pipi das Meias-Altas:

 

Vias com imensa atenção o Vicky "O Vicking" e enchias cadernos com desenhos dos personagens:

 

Vias a Heidi mas creio que ambos ( eu via contigo os episódios ) nos aborreciamos com o tom lamecha da série:

 

Já do Sandokan, "O tígre da Malásia", gostávamos muito. Tive ocasião de relembrar as aventuras do herói de Emílio Salgari, que tinha lido na minha infância nos livros publicados pelas Edições Romano Torres

 

Ao recém-estreado Apolo 70 fomos a uma matinée de domingo ver a "Alice no País das Maravilhas". A Dama de Copas assustou-te...

 

Levei-te aos meus primeiros ensaios de teatro ao casarão cor-de-rosa que é a "Comuna". Com grande atenção assistias aos longos ensaios e exercícios de aquecimento dos actores. Discutias encenação com o Francisco Pestana e com o João Mota e eles ouviam-te. Tinhas 8 anos. Mal sabia eu que muitos anos mais tarde iria assistir a um espectáculo teu naquele espaço.Mal sabia eu que o teatro seria a tua arte. O que gostas mais de fazer. A tua vida.

Aqui fica, Nuno, um pequeno apanhado das nossas memórias. Como ambos prezamos a privacidade acho que basta. O resto serás tu a lembrar e, se te apetecer, a escrever. Que o fazes bem melhor que eu.

3月24日

Leitura para o fim da tarde

 

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 Marina Colasanti

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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Para quem quiser saber mais sobre a escritora:

Alguém duvida que Marina Colasanti seja uma grande escritora? Ela, sim. Na palestra de abertura da 3a edição do Fórum das Letras de Ouro Preto, dentro do projeto Tim Estado de Minas Grandes Escritores, realizada ontem à noite, Marina foi logo negando o título.

- Seria muito cabotino alguém dizer para mim que eu sou uma grande escritora e eu aceitar. Toda vez que alguém fala isso, eu fico constrangida - brincou ela, explicando ainda que, apesar de o nome da palestra ser "Vida e obra", ela iria mudar um tanto o rumo da prosa. - Se eu ficar falando muito da minha vida, vai ficar com um jeito das revistas "Caras" ou "Contigo".

Marina explicou, então, que para se conhecer um escritor é preciso analisar três itens de sua carreira: movente, projeto e proposta. Sua proposta, disse, não é "distrair ninguém". Ela deixou claro que escreve para "dialogar com o outro e procurar um sentimento no outro". Até mesmo seus textos infanto-juvenis seguem a premissa.

- Eu escrevo para as crianças como escrevo para adultos. Não faço concessões para as crianças. Se uma criança não entende uma palavra ou outra, ela vai fazer um esforço de compreensão. Não escrevo para uma criança entender o que eu escrevo, mas para ela entender o que eu não escrevo. Não quero que ela entenda as palavras, quero que ela entenda o conjunto - disse a escritora.

Já sobre seu projeto, Marina explicou que persegue a diversidade em seus textos. Assim, já fez contos, poesia, contos de fada, romance...

- Acho que isso tem a ver com a minha origem, de diversidade, de ter passado por vários países. Eu sou uma escritora brasileira, mas penso em italiano - contou ela, que nasceu na Etiópia e morou 11 anos na Itália, antes de vir para o Brasil. - Quando comecei, de cara percebi que não queria realismo, não queria mostrar a realidade. Também não queria usar uma linguagem coloquial. Não queria uma escrita longa. Não sou de grandes hecatombes. Prefiro pequenos assassinatos.    

Sua motivação para escrever, por sua vez, tem origem na sua vida de leitora. Ela lembrou que sonhava em ser artista plástica, mas acabou jornalista basicamente para poder sair de casa. E fez uma revelação:

- Eu sempre escrevi diário. Não é a mesma coisa que um blog. O blog é para uso externo, é para mostrar o que a gente faz, para valorizar o que a gente faz. O diário é uma coisa ultra-secreta, eu já comprava com cadeado. E, assim, eu escrevia sobre o que eu sentia. Minha vida de leitora se confunde com a minha vida - disse, respondendo mais tarde a uma pergunta sobre a possível publicação de seu diário. - Acho que vou deixar trancado para ser publicado apenas quando todos formos pó.

Pop music

Os Modern Talking pertenceram aos grupos musicais que, nos anos 80, nos "embalavam" com canções como esta do vídeo. Para mim, que não tenho qualquer pretensão de fazer crítica musical, era o começo da época do vazio (Gilles Lipovetsky dixit...). No entanto é das raras canções que me ficaram no ouvido e gostei quando a reencontrei num dos meus blogs preferidos, refiro-me ao Gatochy's . Aqui ficam. Um era loiro outro moreno... Venderam milhões de discos. Bah!

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Modern Talking - You're My Heart, You're My Soul

Artist: Modern Talking lyrics
Album: The First Album
Year: 1985
Title: You're My Heart, You're My Soul

Deep in my heart - there's a fire - a burning heart
Deep in my heart - there's desire - for a start
I'm dying in emotion
It's my world in fantasy
I'm living in my, living in my dreams
You're my heart, you're my soul
I keep it shining everywhere I go
You're my heart, you're my soul
I'll be holding you forever
Stay with you together
You're my heart, you're my soul
Yeah, a feeling that our love will grow
You're my heart, you're my soul
That's the only thing I really know
Let's close the door and believe my burning heart
Feeling all right, come on, open up your heart
I'll keep the candles burning
Let your body melt in mine
I'm living in my, living in my dreams


[You're My Heart, You're My Soul Lyrics on
http://www.lyricsmania.com/ ]

Apetece-me terminar com uma citação de Carl Jung (where?)

Everything that irritates us about others can lead us to an understanding of ourselves.

3月19日

Gosto muito de ...

 

Joni Mitchell

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Joni Mitchell "Both sides, now" (Live, 1970 )

 

Both Sides, Now
by Joni Mitchell

Rows and flows of angel hair
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere
I've looked at clouds that way
But now they only block the sun
They rain and snow on everyone
So many things I would have done
But clouds got in my way
I've looked at clouds from both sides now
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions I recall
I really don't know clouds at all
Moons and Junes and Ferris wheels
The dizzy dancing way you feel
As ev'ry fairy tale comes real
I've looked at love that way
But now it's just another show
You leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know
Don't give yourself away
I've looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love at all
Tears and fears and feeling proud
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds
I've looked at life that way
But now old friends are acting strange
They shake their heads, they say I've changed
Well something's lost, but something's gained
In living every day
I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all
I've looked at life from both sides now
From up and down, and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

Copyright © 1969; Siquomb Publishing Company

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"A Case of You"

 

A Case Of You
by Joni Mitchell

Just before our love got lost you said
"I am as constant as a northern star"
And I said "Constantly in the darkness
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar"
On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twice
Oh you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
oh I would still be on my feet
Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And I'm drawn to those ones that ain't afraid
I remember that time you told me you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
'Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time
Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet
I met a woman
She had a mouth like yours
She knew your life
She knew your devils and your deeds
And she said
"Go to him, stay with him if you can
But be prepared to bleed"
Oh but you are in my blood
You're my holy wine
You're so bitter, bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I would still be on my feet

Copyright © 1970; Joni Mitchell

Boletim meteorológico para o dia de hoje

 

Manhã : Reunião na Biblioteca Nacional. Nem sol, nem chuva. Clima amigável propício ao desenvolvimento de projectos interessantes na área costeira junto às Berlengas.

Ao saír da BN deparo-me com chuva miudinha daquela que não molha muito e que nos deixa sem saber se vamos a pé ou se apanhamos um táxi. Felicidade. Táxi pára aos meus pés. Faço a viagem comodamente sentada trauteando a canção que imortalizou Gene Kelly.

Hoje, se sair de casa, não se esqueça do guarda chuva...

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Modelo de guarda chuva e capa ( Made in Japan... )

 

3月18日

El Zéquita y sus azafatas ...

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Foto tirada daqui

Ao Zoobizarro e ao JG por lhe ter roubado as galinhas...

aqui deixo um abraço amigo da Cuca a "pilha galinhas" 

3月17日

Aconteceu no dia 14 de Março de 1947

Nasci em Lisboa na Rua Sampaio Bruno em Campo de Ourique. Não me lembro de como foi o meu nascimento. Amnésia total. De tanto ouvir os relatos da minha mãe, parece-me que, como o Macunaíma herói do romance homónimo de Mário de Andrade, já nasci com uma "certa idade" e também compreensão do mundo. Com bastante espírito de sobrevivência ( a minha mãe despertou do trabalho de parto com o ruído de alguém a sugar. Era eu que, à falta de melhor, chupava o dedo polegar). Esse gesto acompanhou-me muitos anos pois tinha qualidades sonoríferas acalmando-me e ajudando a adormecer. Aqui o Freud teria algo para explicar...  Primogénita tinha imensas qualidades que, a não retirarmos o exagero familiar, dariam matéria a Jean Piaget e a Françoise Dolto para escreverem ensaios extraordinários sobre o "desenvolvimento precoce do recém.nascido". Às feministas da "linha-dura" a prova de que a Mulher luta pela vida desde que sai do ventre materno. Talvez por estas razões tenha sempre detestado ouvir os relatos dos acontecimentos do dia 14 de Março de 1947. Puro desinteresse. Não gosto de falar de mim e muito menos do período "irracional" da minha vida.

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Margarida no dia do 1º aniversário

(o vestido com "favos de mel" bordados à mão, meias de renda obra de tia prendada, botas de pelica...)

 

  

3月12日

Sphera Mundi - A ciência na Aula da Esfera

 

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Consultando a página da Biblioteca Nacional de Portugal lê-se:

"Manuscritos Científicos do Colégio de Santo Antão nas Colecções da BNP.

A Aula da Esfera do Colégio de Santo Antão foi uma das mais marcantes instituições de ensino e de prática científica em Portugal, tendo sido, durante quase dois séculos, o principal centro de formação dos quadros técnicos e científicos (cosmógrafos, engenheiros, etc.) de que o país necessitava. Integrada na vasta rede supranacional de centros de ensino da Companhia de Jesus, foi também o local de passagem de professores das mais variadas proveniências, o foco de intercâmbio com os mais avançados centros científicos da Europa, a porta de entrada em Portugal dos mais importantes descobrimentos da nova ciência. A exposição Sphaera Mundi: A Ciência na Aula da Esfera procura dar uma imagem da vitalidade e riqueza desta singular instituição científica, em áreas tão diversas como a matemática, a astronomia, a cosmografia, a estática e a hidráulica, a óptica, a engenharia militar, a construção de instrumentos, etc., bem representadas na colecção Manuscritos da BNP.

21 de Fevereiro a 24 de Abril de 2008 | Galeria do piso intermédio | Entrada livre

Nota : Vejam o belissimo diaporama clicando aqui.

3月11日

Ainda sobre a guerra nos Balcãs

 

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Foto retirada do artigo citado de R.N.Rosa

Para os que leram, com o interesse merecido, o artigo ( dividido em duas partes ) da autoria de Rui Namorado Rosa que noticiei aqui no Sítio (v. post de 5.3) , têm agora a oportunidade de aceder à  3ª parte do mesmo :

War and Peace in the Balkans - Part 3

Aqueles que ainda não leram o artigo na sua íntegra poderão fazê-lo clicando no link acima.

E, não esqueçam que...

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Rogério Ribeiro: o adeus ao grande artista plástico e homem solidário (Estremoz, 30 de Março de 1930 - Lisboa, 10 de Março de 2008)

 

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A notícia da morte do Rogério Ribeiro chegou-me hoje por várias vias. Faleceu ontem, dia 10, no Hospital de Santa Maria onde não resistiu às complicações cardíacas que tinham levado ao seu internamento no passado fim-de-semana. Sabia-o doente e muito fragilizado. Nunca acreditei que o desfecho fosse tão rápido. Estive com ele ao longo de muitos anos em várias reuniões. Conhecia a sua capacidade para, com aparente simplicidade/facilidade, usar a sua arte com inteligência a que um sentido estético militante lhe emprestava força e beleza.

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Rogério Ribeiro - Voo de Ícaro

Rogério Ribeiro

Custa-me falar de quem esteve ( e continua a estar ) tão próximo de mim não tendo nunca conversado com ele. Fazia parte da "família" por via do meu cunhado o escultor Jorge Vieira. A grande família a que nos orgulhamos de pertencer ficou sem mais um dos seus membros. Lá, onde quer que esteja, estará a pensar em grandes murais cujo movimento é um impulso à luta que  prosseguimos.

3月10日

Um soneto de amor

 

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LOPE DE VEGA
(1562-1635)

 

DESMAYARSE, ATREVERSE, ESTAR FURIOSO

Desmayarse, atreverse, estar furioso,

áspero, tierno, liberal, esquivo,

alentado, mortal, difunto, vivo,

leal, traidor, cobarde, animoso,

 

no hallar, fuera del bien, centro y reposo,

mostrarse alegre, triste, humilde, altivo,

enojado, valiente, fugitivo,

satisfecho, ofendido, receloso.

 

Huir el rostro al claro desengaño,

beber veneno por licor süave,

olvidar el provecho, amar el daño;

 

creer que un cielo en un infierno cabe,

dar la vida y el alma a un desengaño:

esto es amor. Quien lo probó lo sabe.

"a maior avaliação..."

 

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Foto de Luna, publicada em Olhares.com

 
3月8日

Hoje é o Dia Internacional da Mulher

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Clicar na imagem para ver com animação

 

  

3月5日

Onde se fala do Kosovo e de como alguns países curvam a espinha aos USA reconhecendo-lhe a "independência"

 

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 Soldados da ONU no Kosovo

Sempre que me falam em independências nacionalistas assusto-me. Por razões políticas e humanitárias apoiei o direito de algumas nações à sua independência. Nem sempre o caminho seguido por estas ( criação de élites locais que vieram substituir as coloniais ) coincidiu com o que se esperava. Sei que há um longo caminho a percorrer e que o povo dessas nações, mais tarde ou mais cedo, irá repor os seus direitos. De nada me arrependo e voltaria a dar a cara por tudo quanto fiz e continuo a fazer. Dei-me conta que, por vezes, das "independências" ou das "revoluções" se tem  uma ideia utópica que se resume na passagem automática ( com o escorraçar dos maus... ) para o paraíso. Está provado que não é  assim. Daí as "amarguradas" queixas de alguns e o virar da casaca de muitos com declarações no minímo reaccionárias. Há dias numa longa entrevista de Maria Eugénia Neto , viúva de Agostinho Neto, ao Jornal Expresso ( edição de 5/1/08 ) li coisas que se não tivessem sido publicadas agora pensaria que se tratava de uma peça forjada pela reacção.

Retomando aquestão deste post : qual a ideia que a maioria das pessoas tem do Kosovo? Qual a imagem que os média deixam passar? Crianças rotas, ranhosas de mão estendida. Inferência: os sérvios ( os "maus" da fita ) privando o Kosovo da independência, segregam o seu povo matando-o à fome. Para evitar que isso aconteça os "soldados da ONU" espalham-se pelas ruas zelando pela "ordem" e  distribuindo alimentos. Em troca de quê? De nada. Vocês acreditam??? Claro que não. Porque se interessam tanto os americanos por esta "indepêndencia"? Por nada??? Por "justiça" e "respeito pelos direitos do povo do Kosovo"??? Deixem-me rir! Quem conhece a história da ex-Jugoslávia rapidamente se apercebe do embuste. Basta juntar 2 mais 2. Alguma vez os USA se interessaram por países que não tivessem localizações  estratégicas sobre o ponto de vista económico e, evidentemente, militar? Nunca!

Portugal, não pensa politicamente pela sua cabeça, e cada vez mais nos querem habituar a não usar a nossa. A seguir. A seguirmos, e um dia, se a nossa atitude colectiva não mudar, "lá vamos nós, cantando e rindo, levados, levados, sim..." "Alegre"/triste hino da nossa História.

Chamo a vossa atenção para um artigo, publicado em duas partes no Sanders Research Associates Limited , da autoria de  Rui Namorado Rosa fundamental para se entender esta questão e que vos aconselho a ler:

Part I - PREPARING AND WAGING THE WAR*

Part 2 -WAR AND PEACE IN THE BALKANS

No blog Commonsense li, num outro registo, o seguinte post:

"Kosovo: um misto de Calábria e de Faixa de Gaza

É notório o embaraço da diplomacia portuguesa perante a declaração unilateral de independência do Kosovo.

O costume diplomático de seguir os Estados Unidos levaria Luís Amado a apressar-se a reconhecer antes mesmo de toda a gente. Mas a necessidade de manter o bom relacionamento com a Espanha aconselha prudência. O Presidente da República parece sensível ao perigo de instabilidade que um precedente como este inevitavelmente envolve, e as suas declarações parecem ter travado uma atitude precipitada do Governo. A localização de tropas portuguesas num dos locais mais sensíveis do Kosovo também não aconselha o reconhecimento.

Esta questão do Kosovo tem a marca inconfundível das grandes manobras americanas de desestabilização. Os balcãs são, hoje, o ventre mole da Europa. A declaração unilateral da independência do Kosovo, logo reconhecida pelos EUA - e surpeeendentemente, por vários Estados da União - acaba com qualquer esperança de paz e estabilidade na região. Na Sérvia, os sectores pró-europeus perderam toda a capacidade de argumentação e será imparável uma aproximação rápida à Rússia. O Kosovo é um estado inviável, quer na economia quer no resto. Vai ser um estado mafioso, a viver do tráfego de heroína e de prostituição, de branqueamento de dinheiro, etc. - uma mistura de Calábria e Faixa de Gaza.

Nas Nações Unidas, a Rússia e a China já anunciaram que irão vetar o reconhecimento internacional. Previsivelmente o Kosovo nunca terá a sua bandeira nas Nações Unidas nem na União Europeia.

Há todas as razões para preocupação.

Publicado por commonsense em 22 de Fevereiro de 2008"

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Deixo aqui a primeira parte de uma longa entrevista dada por Noam Chomsky a Danilo Mandic. A entrevista completa está disponível no YouTube

 

3月3日

Acreditem

 

Na introdução a este blog falei que, entre outras coisas, ele seria uma partilha de sentimentos e...de emoções. Não está escrito mas está implícito. Quem não se emocionou ou emociona ao ouvir esta bela canção do Chico Buarque?

 

O meu amor
Chico Buarque
1977-1978

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

3月2日

Há sempre uma canção para toda a vida

 

 

Yesterday

Yesterday, all my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday.
Suddenly, I'm not half the man I used to be,
There's a shadow hanging over me.
Oh, yesterday came suddenly.
Why she had to go I don't know she wouldn't say.
I said something wrong, now I long for yesterday.
Yesterday, love was such an easy game to play.
Now I need a place to hide away.
Oh, I believe in yesterday.

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