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Meu olhar, meu olhar, meu olhar...
ROMARIA ( canta Elis Regina ) É de sonho e de pó 3月27日 Com a ajuda de Vinicius...aqui fica
Citar Com a ajuda de Vinicius...aqui fica Glenn Gould toca BachQue
fascínio sinto quando escuto Glenn Gould tocar! Este homem, de
aparência frágil, transformava-se num misto de força temperamental e
doçura. Gould nasceu com o nome de Glenn Gold, em Toronto, Ontario. Sua família era protestante e mudou o seu nome logo após o seu nascimento, temendo que ele fosse confundido por judeu, por esse motivo, o seu nome foi mudado de Gold para Gould para protegê-lo da onda de anti-semitismo que havia tomado o Canada nos anos 30. Depois de aprender piano com sua mãe, cujo avô era um sobrinho de Edward Grieg, Gould matriculou-se no Royal Conservatory of Music em Toronto, quando tinha 10 anos. Ali, estudou piano com Alberto Guerrero, órgão com Frederick C. Silvester, e teoria com Leo Smith. Há uma teoria segundo a qual Glenn Gould sofria, claro, desde a infância, de uma forma menor de autismo, a síndrome de Asperger. Ausência de empatia, desinteresse pelas relações humanas, algumas obsessões (como a hipocondria) fazem parte dessa síndrome. Em 1945, ele fez sua primeira apresentação pública, tocando órgão, e no ano seguinte a sua primeira aparição com uma orquestra (a Toronto Symphony Orchestra), em uma performance do Concerto no. 4 de Beethoven. Seu primeiro recital público seguiu-se em 1947 e sua primeira apresentação na rádio CBC aconteceu em 1950. Este foi o começo de uma longa associação com o rádio e com as gravações em disco em geral. Em 1957, Gould promoveu uma turnê pela União Soviética. Ele foi o primeiro cidadão do continente norte-americano a tocar ali depois da II Guerra Mundial. No dia 10 de abril de 1964, Gould tocou em sua última apresentação pública, em Los Angeles, Califórnia, e pelo resto de sua vida se concentrou em outros interesses, como as gravações, escritas, transmissão de rádio e televisão, documentários e composição (ainda que tenha, de fato, produzido poucas composições). Gould Morreu em 1982, em Toronto, depois de sofrer um derrame profundo. Ele está enterrado no cemitério Mount Pleasant, em Toronto. ( in Wikipedia ) 3月26日 Nascimento
No dia 26 de Março de 1969, às 11 horas, na Casa de Saúde Abraão Bensaúde nasceu o Nuno Manuel ,filho de Maria Margarida Barbosa de Carvalho Pino e de Jorge Manuel Custódio, ambos com 22 anos, estudantes universitários e que frequentavam a Faculdade de Letras de Lisboa. A Margarida trocara o Direito pela Filosofia e o Jorge estava inscrito em História. Os dois eram , e são, antifascistas.O Nuno faz hoje 38 anos e tem dedicado toda a sua vida, quer ao estudo do teatro,como professor, encenador e actor. Retirei da homepage da ESTE, companhia de teatro de que o Nuno foi fundador, a seguinte passagem da sua autoria:Preferencialmente aborda a Máscara do ponto de vista pedagógico, enquanto instrumento de formação do actor que fomenta e sistematiza um conjunto de regras no intuito de re-teatralizar o corpo e a sua expressão não-verbal. É a essência puramente teatral que está implícita no jogo da máscara que tem feito deste sistema a base de toda a sua actividade criativa, seja na direcção de actores, na encenação, seja ainda na própria escrita para teatro; e não apenas a busca por um resultado estético. Parabéns, meu filho. 3月25日 Dançando...Que dia mais feio! Parece que vai chover... Os Gotan Project neste vídeo que aqui vos deixo dançam "El capitalismo foraneo". Espero que não chova enquanto bailam. Dia 22 de Março foi o Dia Internacional da ÁguaPor vezes damos pouca importância ao que julgamos ter por certo e seguro. Quanto à água, enganam-se. Não se preocupem só com a qualidade ( esta dá mais nas vistas porque mexe com a saúde e com essa não se brinca... ) mas esquecemos a propriedade da água, da qual dependemos e, se nos distraímos, um dia abrimos a torneira e nada. Nem um pingo. Visitem o site da Associação Água Pública Transcrevo da introdução à página da Associação: Temos água todos os dias. É impensável que falte. Ninguém sobrevive sem água. Mas se faltasse?
Se a água não fosse “suficiente”? Se só algumas pessoas tivessem acesso a ela?
Se, como a terra e o petróleo, a água tivesse donos que estabelecessem os preços pela lei da oferta e da procura? Preços tão altos quanto a água “é preciosa”?
Se alguns homens tivessem poder para sobrepor a sua ambição e interesses imediatos ao bem comum e ao futuro da Terra? Este cenário é terrivelmente possível. Para ele se orientam as políticas mundiais da água e com elas a política portuguesa da água
A Associação Água Pública constitui-se para defender um caminho diferente e oposto.
Afirmamos que é possível e necessário um modelo de desenvolvimento que garanta de facto a todas as pessoas o acesso à água potável, que assegure que a escassez e degradação da água deixe de pairar como ameaça ao futuro dos homens e de toda a vida na Terra.
É preciso e urgente defender um futuro habitável.
Enquanto é tempo!
3月21日 Hoje é o Dia Internacional de PoesiaQuero comemorar com um poema da minha amiga Maria José, que é a poetisa Adília Lopes, e que me trata por Margot, vá lá a gente saber porquê...
A classificação Colon
foi inventada por Ranganathan nos anos 20 ao ver um mecano nos armazéns Selfridge em Londres assim um conceito é um brinquedo decomponível em peças legos personalidade matéria energia espaço e tempo (não consta que Ranganathan tivesse problemas de egos) in (Sete rios entre campos 62) (5) Minha aluna de pós-graduação na Faculdade de Letras de Lisboa estudou comigo as classificações bibliográficas das quais faz parte a Classificação Colon de Ranganathan. Qualquer relação entre a escolha do poema e a saudade que tenho dessas aulas não é mera coincidência.
Continuação musical do texto de Helder CoelhoNeste mundão muito se encontra no YouTube.
Aqui vos deixo a Itiberê Orquestra Família. Sei que vão gostar muito.
Textos de amigos para O sítio da CucaInsensatez
Por
Helder CoelhoSaímos da Júlio de Castilhos, em Copacabana, caminhámos pelo Arpoador em direcção à Vieira Souto em Ipanema, e depois cortámos à direita na rua Maria Quitéria para chegarmos mais à frente à avenida Epitácio Pessoa e assim começar a circular pela direita em torno da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Corcovado, do alto do Parque Nacional da Tijuca, observou o nosso caminho em direcção à entrada do túnel Rebouças, para depois nos perder de vista quando saímos da via e subimos a ladeira do morro da Saudade da serra da Carioca. A ideia dessa manhã era assistir ao ensaio da orquestra Família, na serra frente ao Atlântico, no Rio de Janeiro. Uma quarta-feira já com cheiro a Carnaval. Parámos, mais acima, depois do colégio de Santa Tereza, num lugar onde o carro poderia ficar estacionado sem problema, a vista escorregando pela encosta abaixo, o mar azul lá no fim perto do céu infinito. Por volta, a serra sem qualquer ruído urbano, calma, e no fundo via-se a cidade grande como paisagem panorâmica. Fomos recebidos pela dona da casa, a Lúcia, numa vivenda metida entre as árvores, que nos disse logo que havia mais animação do que do costume, e a sala estava cheia. Está cá o pai dele. O maestro Itiberê já tinha começado os trabalhos, com outros convidados. O pai, Bruno Zwarg, estava sentado numa cadeira com braços, à frente junto aos teclados, ocupados pelo maestro, e à sua volta em meio círculo muitos músicos novos, muitos deles com mais de um instrumento. Junto à entrada, na minha esquerda, um jovem com um saxofone na mão, magro, calado e com um movimento brusco e periódico da cabeça, e uma senhora, os dois mudos e encostados na parede branca. Tirámos os sapatos e sentámo-nos nos dois banquinhos livres que nos aguardavam. Olhei à minha volta. Estava numa sala modesta, alcatifada, que já fora garagem. O portão tinha sido substituído por uma parede branca, e nos fundos um ar condicionado assegurava uma temperatura agradável, enquanto lá fora o calor de 34ºC abafava. A música circulava, amplificada por enormes colunas, os instrumentistas faziam as harmonias e o maestro dirigia todos a partir dos teclados. Pouco a pouco fui vendo os elementos da orquestra, um a um. A Mariana na flauta, o Jonas no trombone, o Luciano na guitarra, a Joana na clarineta, a Karin no violino, o Ajurinã na bateria, a Renata na viola, a Karina na flauta, a Aline no flautim, a Carol no violino, o Vitor no sax alto, o Pedro Paulo no Flugehorn, e o Bruno, sentado com as pernas estendidas, ouvindo tudo com atenção. Itiberê intervinha na memória de cada um deles, parava para voltar atrás e repetia os trechos que não entroncavam bem. O ensaio continuava, com acertos e articulações, permitindo que os solos irrompessem naturalmente, e também que o maestro introduzisse pequenas variações rítmicas, melódicas, trimbrísticas, que melhoravam o efeito entrecruzado e colectivo. O tempo passava comigo suspenso, por dentro da música que ia e vinha, os meus ouvidos rodopiando à procura de significados desconhecidos. A linguagem que não conhecia bem obrigava-me a fazer um esforço danado para acompanhar tudo. E, estava no Brasil. Uma pausa para uma água, a porta aberta nas minhas costas, todos de pé, para libertar os joelhos e espairecer. O velho Bruno veio de mansinho me falar de Portugal e dos portugueses, que não foram como os outros, e deixaram muitos mulatos por aí. A mestiçagem que não me surpreendera tanto em Angola, ganhara aqui no Brasil uma universalidade, pois esta vivência envolvera as ideias, as culturas, as genéticas, e também as peles. Respirava-se a experiência absoluta da mistura, um pouco ajudada pelos portugueses, mas ampliada concerteza pelos outros povos emigrantes que souberam copiar a liberdade e a alegria de ficarem com. Bruno, magro e curtido pelo sol, nos seus cerca de 80 anos, não se pertubava com desconhecidos. No seu estar e falar, quedou-se atento às recordações da sua vida variada. Embrenhou-se em relatos, cruzados com a história do Brasil ido, sem referir jamais a sua música e os seus feitos. Parecia um português humilde e envergonhado, embora os seus traços estivessem melhor no leste da europa. Itiberê trouxe-me os seus CD´s para eu puder me lembrar mais tarde que estivera no Rio com ele, em plena floresta tropical plantada à mão no início do século passado. Porquê uma orquestra de jovens, e quantas vezes o seu método do Corpo Presente teria sido observado? Criar em directo, e mostrar o que é fazer o novo, não é uma tarefa fácil, exige muita disciplina, dedicação e energia para montar. Durante algumas décadas ele aprendeu com Hermeto Pascoal, viveu intensamente o processo criativo e descobriu como passar o conhecimento aos jovens, em particular aos filhos Mariana e Ajurinã, conservando uma alegria do sentir, e uma força interior notável. Falava com ele e recordava o ritmo firme, a força, que ele impusera durante o ensaio anterior. Na internet descobri mais coisas sobre o seu método. A sua capacidade de realização levara-o para as Oficinas permanentes, nos seminários de música Pró-Arte. Aí começara a desenvolver uma prática musical baseada na transmissão directa do compositor aos músicos, de acordo com o qual conseguia compor músicas in loco e fazer os seus arranjos de tal forma que os músicos podessem viver os seus processos de criação, ao mesmo tempo que aprendiam a ouvir e a tocar em harmonia com outros instrumentos. Para isso exigia trabalho no contexto de instruções de conceitos gerais, como equilíbrio acústico, intenção interpretativa, execução, e consequente memorização. O que ele alcançava era a conjugação da educação musical com o trabalho de valorização artística, e, não contente com esse objectivo, articulava ainda uma proposta ética para uma via profissionalizante, juntando alvos artísticos e valores, como a cooperação no aprendido, e o carácter colectivo do próprio empreendimento. O que é então a criatividade? Um processo mental que envolve a geração de novas ideias ou conceitos existentes. Do ponto de vista científico, os produtos do pensamento criativo (algumas vezes referido como pensamento divergente) são considerados ter originalidade e adequabilidade. No ensaio que assistira, as repetições procuravam não só acertar instrumentos, como também incluir pequenos textos, construídos no momento, para resolver os melhores enlaces harmónicos dos instrumentos ou para provocar emoções mais fortes. Ou de outra maneira, os processos criativos que observara contribuiam para re-arranjar o que Itiberê conhecia bem, para depois descobrir o que ainda não sabia. O intervalo durara pouco. No regresso, o maestro pedira ao pai para ir para os teclados, enquanto ele se sentava na bateria, fazendo descansar o seu filho. Mal todos se sentaram ordenou ao jovem que não pertencia à orquestra, e que estava atrás de mim, para escolher um tema. “Estamos aí! Pensava que não ia tocar mais”, desabafou ele, colocando–se imediatamente de pé com o sax alinhado com o corpo franzino. Um movimento brusco da cabeça para trás, talvez uma parelisia infantil, não parecia incomodá-lo. “Insensatez. Vamos a isto maestro”, e lançou-se a soprar o tema do Tomzinho, logo seguido por todos os outros instrumentos. Entrámos numa canja, uma espécie de exercício livre para deixar que cada um dos instrumentos podesse mostrar o seu próprio virtuosismo. E, desta forma, cada um dos músicos se mostrou individualmente, e ao mesmo tempo participou no movimento colectivo coordenado. Bruno parecia mais novo, como se tivesse estado também à espera de mostrar aos jovens o que fizera quando tivera a idade deles. Dois outros temas se seguiram em sequência, “Que batida é essa” e “Wave”, e senti-me mais leve no meio da orquestra, como levado numa núvem de música a passear sobre a cidade maravilhosa (rebobinando as imagens da Lagoa e das baías do Botafogo e Flamengo). Itiberê mandou parar de novo para mais uma água, e para permitir com um intervalo operar o regresso ao trabalho de ensaio. O jovem músico externo, Gabriel, ganhara uma oportunidade, e na conversa que se seguiu descobri finalmente ao que viera, ele e a mãe, e o que ganhara mais. A sua incapacidade era maior do que eu pensara. Apesar dos óculos, a sua falta de vista era muito grande. Aproximou-se de mim e perguntou-me se eu era também músico. Disse-lhe que não, e a minha voz me traíu. “Português! Ai, olha este fado”. E, desatou a cantar com sotaque luso, mostrando que a sua prenda não era só a possibilidade de tocar bem. Também sabia cantar e interpretar um poema. Ao lado, a mãe trocava acertos com o maestro sobre a sua inscrição numa das Oficinas que o maestro organizava na Lapa à quinta-feira de tarde. Ficou com os números de telefone e despediu-se agradecendo a oportunidade que o filho tivera em se mostrar. Pouco a pouco, fui coleccionando os bocados da história da sua vinda ao ensaio. O objectivo final era a sua entrada para a orquestra Família. Na internet fui buscar mais informação que na altura me faltara para deduzir as peças que eram precisas para construir aquele quebra-cabeças e entender a história. O mistério das duas personagens, a mais no ensaio, estava desvendado. E, de facto, o maestro tivera a intuição para decompor rápido o perfil psicológico do candidato. A doença obrigara-o a montar uma couraça de defesa, a desenvolver o ego, e a erigir uma auto-confiança excepcional. Mas, facilmente se detectava que a explosão individual dificultava a inclusão num colectivo, como a orquestra, o desejo último de Gabriel. Os próximos tempos iriam ser difíceis para ele. Seria capaz de vencer mais um desafio e afirmar a intenção de tocar com músicos mais conhecidos? Itiberê voltou aos teclados, marcando os passos seguintes do ensaio. O silêncio que mantinhamos desde o início facilitava a nossa atenção aos detalhes das repetições, e deste modo ia anotando o que estava a passar-se. Do lado esquerdo, uma menina tomava apontamentos da criação em curso, nas pausas do seu instrumento, num caderno dobrado, explorando a linguagem musical para adquirir com rapidez os novos fragmentos. Na minha frente Joana trocava um afecto com Vitor numa pausa entre temas e Jonas verificava a limpeza do trombone. O final aproximava-se. Senti o estrangular da música, uns minutos antes de tudo parar. As despedidas foram rápidas, e cada um procurou o carro para abandonar a serra. Eram cerca das duas da tarde e o calor cá fora estava no pino. Olhei através das árvores, respirei a floresta tropical e não recusei pensar num Rio de oitecentos, contado por Ruy Castro. Depois, descemos devagar, olhando as casas dos muito ricos, a do Roberto Marinho era ali, e lá em baixo a lagoa enorme esperava por nós. O som ainda girava dentro dos meus ouvidos, o cenário urbano a tentar me distrair e diante dos meus olhos mantinha apertado na mão esquerda o CD Calendário do Som da Itiberê Orquestra Família. Virei a cabeça por causa da luz do sol, o Atlântico ali tão perto, as emoções sentidas e arquivadas em memória, e pensamentos dispersos a fazer-me sentir que estava vivo tão longe de casa. Quanto talento e energia de entrega pessoal mantidas ali, e mesmo ao meu lado quanto desespero, desilusão e insensatez. Que mundo estranho aquele onde caminhava, que tempos estes onde energias tão opostas se degladiavam, e as coisas mais belas não eram suficientes para nos arrastar a construir feitos memoráveis. Itiberê Zwarg Itiberê Orquestra Família 3月19日 As flores do meu dia3月18日 Iraque,4 anos de ocupação, 4 anos de resistênciaVou divulgar aqui um documento do Conselho da Paz (CPPC) para o qual chamo a vossa atenção apelando à sua divulgação e também à vossa participação nas iniciativas anunciadas:
IRAQUE Quatro anos de ocupação, quatro anos de resistência Só a resistência nacional e popular representa o povo iraquiano O Iraque está ocupado há quatro anos em violação de todas as regras do direito internacional. O povo iraquiano, cada vez mais distante da democracia, da liberdade e da paz, não pode exercer o seu direito de autodeterminação debaixo de ocupação militar. Um governo a mando dos ocupantes e um parlamento sem representatividade fomentam a violência sectária, degradam a vida da população a níveis de miséria extrema e entregam os recursos naturais do país aos invasores. Mais de 650 mil mortos civis causados pela guerra são a prova de que a ocupação é a pior das ditaduras. Os EUA perderam a guerra, mas farão uso de todos os meios para limitarem os danos da derrota. O alargamento do palco da guerra é uma via que Bush tem sempre sobre a mesa. Todo o Médio Oriente e a África do Norte estão ameaçados de violência pelas ambições norte-americanas. Bush tem contado – no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, no Líbano e agora na Somália – com a colaboração ou a complacência da União Europeia, tornada assim responsável pela impunidade das agressões armadas conduzidas ou fomentadas pelos EUA. Não há solução para o Iraque sem restabelecer a plena soberania do povo iraquiano em todo o território do país. Nenhum eventual acordo dos EUA com as potências da região pode substituir-se aos direitos do povo iraquiano. Apenas a Resistência Iraquiana representa esses direitos e, por isso, tem poder e legitimidade – tanto no terreno, como à luz do direito internacional – para pôr fim à ocupação e recolocar o Iraque no caminho da paz e da estabilidade. Está na hora de as autoridades portuguesas mudarem de política. Diante da derrota dos EUA, mais clamorosa ainda se torna a cumplicidade mantida com a administração Bush. Cumpra-se a vontade da maioria da população portuguesa: não aos crimes de guerra, não às violações do direito internacional, não a Guantânamo, aos voos da CIA e às prisões secretas, não às agressões e ameaças militares – que se tornaram instrumentos correntes da política dos EUA. A política expansionista dos EUA pode ser derrotada.
O único caminho é levantar um movimento de opinião pública activo contra a guerra. Exijamos: Tropas de ocupação fora do Iraque. Plena soberania do povo iraquiano. Solidariedade com a Resistência nacional e popular. Reconhecimento da Resistência como a legítima representante do povo iraquiano. Nenhum apoio, nenhuma facilidade militar ou logística à política guerreira de Bush. 12 de Março de 2007 Iniciativas previstasConvocar uma concentração para o Rossio em Lisboa, no dia 20 de Março (3ª feira), pelas 17,30 horas. Organizar um debate, na Casa do Alentejo, dia 24 de Março (Sábado), pelas 18,30 horas. Introduzirão os temas: Silas Cerqueira, António Louçã, Carlos Carvalho, Manuel Raposo, Rui Rosa.
3月7日 Contra o branqueamento do fascismo. O tal Museu SalazarEles andam por aí. Ai, se andam...( cartoon de João Abel Manta ) Não os deixes entrar. Está nas tuas mãos fechar-lhes a porta.Clica em: |
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