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日志


12月27日

Intermezzo ...

Com Chico Buarque a cantar, na banda sonora do DVD "Meu caro amigo", a "Valsinha".

 

Chico Buarque - Valsinha
(Vinicius de Moraes - Chico Buarque, 1970)

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita com há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois o dois deram-se os braços com há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhanca toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

12月24日

J.S.Bach - Oratória de Natal - "Schlafe, mein Liebster"

 

Maestro - John Eliot Gardiner

Alto - Bernarda Fink

 
12月22日

Neruda em tarde de sábado

 

Neruda

SONETO XCV
Quiénes se amaron como nosotros? Busquemos
las antiguas cenizas del corazón quemado
y allí que caigan uno por uno nuestros besos
hasta que resucite la flor deshabitada.
Amemos el amor que consumió su fruto
y descendió a la tierra con rostro y poderío:
tú y yo somos la luz que continúa,
su inquebrantable espiga delicada.
Al amor sepultado por tanto tiempo frío,
por nieve y primavera, por olvido y otoño,
acerquemos la luz de una nueva manzana,
de la frescura abierta por una nueva herida,
como el amor antiguo que camina en silencio
por una eternidad de bocas enterradas.
 
Estrela Morente canta Neruda
 
12月20日

Boas Festas


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Do que não se abdica

Ma liberté
Longtemps je t'ai gardée
Comme une perle rare
Ma liberté
C'est toi qui m'as aidé
A larguer les amarres
Pour aller n'importe où
Pour aller jusqu'au bout
Des chemins de fortune
Pour cueillir en rêvant
Une rose des vents
Sur un rayon de lune
Ma liberté
Devant tes volontés
Mon âme était soumise
Ma liberté
Je t'avais tout donné
Ma dernière chemise
Et combien j'ai souffert
Pour pouvoir satisfaire
Tes moindres exigences
J'ai changé de pays
J'ai perdu mes amis
Pour gagner ta confiance
Ma liberté
Tu as su désarmer
Mes moindres habitudes
Ma liberté
Toi qui m'as fait aimer
Même la solitude
Toi qui m'as fait sourire
Quand je voyais finir
Une belle aventure
Toi qui m'as protégé
Quand j'allais me cacher
Pour soigner mes blessures
Ma liberté
Pourtant je t'ai quittée
Une nuit de décembre
J'ai déserté
Les chemins écartés
Que nous suivions ensemble
Lorsque sans me méfier
Les pieds et poings liés
Je me suis laissé faire
Et je t'ai trahie pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière
Et je t'ai trahie pour
Une prison d'amour
Et sa belle geôlière

 

Poesia em tempo de guerra

 

dsp_soldiers_beating_boy

"Prisoner of War"                                                 
reads the sticker on the car in front of me.           
Then, my mind begins to whirl and ponder
if all of us in this crazy, wild world,
haven't become prisoners of different wars.
Prisoners of the war in poverty and injustice
were those Mexican migrant workers
who escaped from their homeland
in search of "El Norte", like that Biblical,
elusive Northern star, with its promise
of honey, freedom and justice for all,
to become another statistic of modern slaves,
prisoners of need and greed,
whose mutilated bodies in a Florida highway
was the final testimony of their daily struggle.
Gone are their hopes and dreams,
for they went back inside nine wooden coffins
similar to the ones which bring back from Iraq
the lifeless remains of American soldiers,
prisoners of a different war. Never mind if
their bodies will return draped in Old Glory.
They also lost their lives, hopes and dreams
in a foreign land, while loved ones across the ocean
agonized and prayed for their safe return.
Prisoners of war the innocent, terrorized victims
of our wars abroad, in Iraq or Afghanistan;
The Haitian, African or Latin American poor
doomed to a life of hunger and despair.
Israelis along with Palestinians, Christians
and Muslims, prisoners of resentment and fanaticism.
We, the chosen ones, prisoners of our prejudices,
miseries, addictions, ignorance, manipulation.
Modern slaves in the land of freedom,
where even some of our very own children,
neglected or ignored by an insensitive society,
end up trapped in a blind and deaf, Justice system.
"PRISONERS OF WAR".

Amparo Jaramillo-Restrepo - Poetry Collection
 MVC-043S
Amparo Jaramillo-Restrepo ( Norwalk,CT, 2002 )
12月19日

Signos

Pois é... sou Peixes ou, mais científicamente "Pisces". No creo, mas...

É peixe quando pula e descortina
a clara possibilidade de mudar de opinião
é peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
inverte a coisa, embola o pensamento e então …
é peixe quando o germe da loucura
se transforma em claridade e anda pela contramão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação
é peixe quando salta o precipício da responsabilidade
e tem uma queda pra ilusão
é peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
e carrega o mundo com a mão
é peixe quando a luz do misticismo
se transforma na procura do princípio e da razão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação .

Oswaldo Montenegro

"Aos filhos de Peixes"  

pisces

ilustração retirada do blog Widoníd Another Hiro

12月18日

Nostalgias...

A Cuca é uma romântica incorrigível...

 
12月11日

Resposta

 

castillejos_11_2007_1qa

Dario Castillejos, «Imparcial de Oaxaca»

(Retirei de Notas ao Café )

 

12月10日

Coisas que eu sei:...

Às vezes há músicas que nos ficam no ouvido pela melodia e pela letra. Vejo telenovelas quando calha e ...calha pouco. Acontece que a banda sonora que acompanha um dos personagens da novela "Duas caras", que a SIC transmite, tem uma canção cuja letra é a que transcrevo. Gostei. Não sei porquê, mas gostei. Aqui vai. Quando encontrar o vídeo certo acrescento ( este é um pouco kitsch para meu gosto ). Serve só para ouvirem a voz da cantora Danni Carlos .Vão gostar... são "coisas que eu sei..."

Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...



 

12月9日

A propósito...

Na altura em que se realiza em Portugal uma cimeira este vídeo de Donovan vem a propósito. Aqui fica para nossa reflexão. 

Música para a madrugada de sábado

When I’m feeling down
Nothing seems ok
I see her eyes and I believe I’ll find a way

When I’m feeling down
Things don’t go so well
I see her eyes and I forget the tears that fell

When I’m alone in the street
And I’m scared and tired
For the first time in my whole life I felt desire

When I’m far from home
And I just don’t want to be found
I run into your arms and they bring my feet back to the ground

‘Cause to love you means so much more [2x]
When I need to cry you make me try
I want to die and ask me why
‘Cause I can't fight no more

When I’m feeling down
Nothing seems ok
I see her eyes and I believe we’ll find a way

I’m alone in the street
And I’m scared and tired
For the first time in my whole life I felt desire

When I’m far from home
And I just don’t want to be found
I run into your arms and they bring my feet back to the ground

‘Cause to love you means so much more [2x]
When I need to cry you make me try
I want to die and ask me why
‘Cause I can't fight no more

When I wanted to stop
When I wanted to fail
I saw your eyes and I believed there’s so much more…
so much more… so much more


 Fingertips "Cause to love you..."
  
12月7日

Teatro no Fundão

 

A Tomada do Carvalhal

Em cena desde 6 de Dezembro.

Pode ver ( antes de possível digressão )

A Moagem - Cidade do Engenho e das Artes

Largo da Estação

Tel.: 275 771 179

21h30

SINOPSE
Um – De quem é o Carvalhal?
– É do Senhor Garrett…
Em 1892, a família Garrett era uma das mais importantes do distrito. Explorava as pastagens do Carvalhal e a Irmandade do Santíssimo as castanhas. O povo do Souto da Casa, por sua vez, detinha o cultivo da terra. Mas houve uma época em que o
rico proprietário incumbiu o seu feitor, António Antunes Aquém, de ocupar todos os terrenos e não deixar que se cultivasse. Então, os sinos tocaram a rebate, o povo juntou-se e Aquém, desde o alto da Serra até ao povoado, foi obrigado a carregar um pesado tronco de castanheiro às costas.
– De quem é o Carvalhal? – Insistiam.
– É vosso… – Respondia o castigado, vencido pela dura provação.
Mas não era ainda isto que todos queriam ouvir. E foi vê-lo descer encosta abaixo carregando a sua cruz. Foi o seu sofrimento, a sua aflição – afinal o sofrimento e a aflição de um povo – que o fez proferir, alto e bom som, as palavras ajustadas.
– De quem é o Carvalhal?
– O Carvalhal… é nosso!.


A ESTE – Estação Teatral encontra nesta já lendária história da sua região o rudimento para criar um novo espectáculo, transmitindo assim as bases da sua teatralidade. Numa comunicação directa, onde o Teatro se faz com o espectador, o gesto, o movimento, a acção e a música dos bombos e do pífaro expressam a força telúrica de uma história regional que serviu de inspiração para a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e se nos depara hoje como feliz metáfora de uma sociedade que
permite com assustadora passividade que poucos Garrett fiquem com todas as castanhas…

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Encenação e Dramaturgia - Nuno Pino Custódio
Espaço Cénico, Figurinos e Adereços – Marta Carreiras
Desenho de Luz - Nuno Pino Custódio e Pedro Fino
Design Gráfico – Manuel Raimundo
Fotografia - António Supico
Operação de Luz e Som - Pedro Fino
Interpretação - Carlos Pereira, Maria Vasconcelos e Rui Silva
Interpretação Musical – Alexandre Barata (Alfredo Abrantes, António Supico e Bruno
Fonseca – versão c/musica ao vivo)

Fazer o download para conhecer (mais ) sobre a história

12月6日

Mudança

Trouxe comigo os livros. As estantes. Trouxe velhos e os novos LP's, os CD's que ainda tinham ficado, k7's que gravei e outras que comprei. Os móveis antigos que tinham significado para mim. Pequenos nadas que me fazem falta. Deitei fora muitas memórias boas e más. Agora convivo com os salvados. É muito difícil viver com o que "já foi".Vou ver se me habituo.

 

Li num blog ( http://www.astigmata.blogspot.com ) uma frase de que gostei:
"Tem quem acredite que a memória fica na mente. Ledo engano, a memória é esperta demais para ficar só na mente. Ela perpassa o corpo inteiro. A pele é cheia de memória, os ouvidos também. O estômago e o intestino tem memória de elefante, mas as lembranças nem sempre são boas. Esses dias minha memória anda na ponta do meu nariz cheirando macela."

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