Margarida 的个人资料O sítio da Cuca照片日志列表更多 工具 帮助

日志


11月30日

Gabinete de Curiosidades (2)

Tenho visitado páginas fabulosas "por acaso". Aliás este termo é o que mais se aplica a mim, em matéria de navegação na net, pois não se trata de pesquisas organizadas, nada disso. Essas, faço-as muitas vezes, quando o estudo e a investigação assim o obrigam. Digamos que à categoria do "por acaso" se associa o lazer, que gosto imenso de conjugar com prazer. Foi assim que, sem saber como, fui parar à  BibliOdissey. Nome bem escolhido pois ainda estou longe de terminar a viagem. Os locais por onde tenho parado são magnificos e, cada vez que rumo a um link, deparo-me com páginas maravilhosas. Há em  quase todas uma notória influência hindu. Vou indagar sobre o autor pois o perfil que consta no blog é parco em informação ( será mistério? )

Sinto-me como Humbolt diante da sua biblioteca

11月29日

Damien Rice

São 3:30 da manhã e ainda estou a trabalhar... isto é, aproveito para actualizar o blog. Gostava de vos dar a conhecer um cantor que descobri por acaso: Damien Rice. O Google que também está a trabalhar comigo, ou para mim, diz-me que Damien Rice tem já alguns albums publicados ( 4?).
O último: "9" . Yes. Nine. Vale a pena ouvir.
As letras das canções são bonitas. falam do quotidiano. De amores vividos ou imaginados. Dos fracassos. Da casa. Dos animais da casa, etc. Da tragédia.
 
The Animals Were Gone

Woke up and for the first time
The animals were gone
It's left this house empty now
Not sure if I belong

Yesterday you asked me
To write you a pleasant song
I'll do my best now
But you've been gone for so long

The window's open now
And the winter settles in
We'll call it Christmas
When the adverts begin

I love your depression
And I love your double chin
I love most everything
You bring to this offering

Oh I know that I've left you
In places of despair
Oh I know that I love you
So please throw down your hair

At night I trip without you
And hope I don't wake up
'Cause waking up without you
Is like drinking from an empty cup

Woke up and for the first time
The animals were gone
Our clocks are ticking now
So before our time is gone
We can get a house
And some boxers and on the lawn
We can make babies and accidental songs

I know I've been a liar
And I know I've been a fool
I hope we didn't break it
But I'm glad we broke the rules
My cave is deep now
Yet your light is shinning through
I cover my eyes
Still all I see is you

Oh I know I've left you
In places of despair
Oh I know that I love you
So please throw down your hair

At night I trip without you
And hope I don't wake up
'Cause waking up without you
Is like drinking from an empty cup
 
 
11月28日

Poesia de Amparo Jaramillo-Restrepo

PARÁBOLA DEL HIJO
Por Amparo Jaramillo-Restrepo
 
 
Quiero tener un hijo
pensé un día
y El Genio de la Vida
me pidió toda mi sangre,
mis sueños, mis esperanzas,
mis energías, mi inteligencia,
mi tiempo, mi descanso.
 
Cuándo podré recobrarlos?
Nunca! Contestó él.
Si tienes suficiente sabiduría
tal vez él quiera
compartir contigo tu ofrenda.
 
Y cuando el hijo llegó
lo tomé en mis brazos
con unción, sintiéndome
purificada, consagrada
por ese pequeño ser,
velando su sueño,
purificando el aire,
desgranando barcarolas
para arrullarlo,
tamizando el sol,
conteniendo mi aliento
para no perturbarlo.
 
Pero cuando empezó a crecer
noté que era débil y frágil
como un castillo de arena,
 y la risa y la música que le di
apenas le duraron un rato,
y mi tiempo y mi energía
le quedaban cortos,
y siempre pedía más y más,
y se quejaba de mi pan 
y de mis lágrimas,
y al primer soplo del viento
se derrumbó de su pedestal
y quedó destrozado
como un ángel caído
en medio del sendero.
 
El Genio de la Vida
acudió a mi conjuro y dijo:
“Ya has dado suficiente.
Ahora, pliega tus alas,
cierra tus ojos y espera”.
Quizá aprenda a volar,
o se deshaga en polvo
como la amapola”.
 
Y mientras hablábamos
el niño creció
y se hizo hombre,
y se marchó
llevándose la llave
de mi corazón,
y me dejó por fuera
con el rostro pegado
a la ventana
de mi soledad.
 

Gabinete de Curiosidades (1)

 

Albert Robida

(1848 - 1926)

Autor - Ilustrador francês

Biografia

Génio do desenho fantástico e da ilustração, autor, mas também gravador, aguarelista e pintor, dotado de extraordinário sentido do futuro, ecologista "avant la lettre", Albert Robida deixou uma obra excepcional: 60.000 desenhos, mais de 200 livros ilustrados, dos quias 60 foram escritos por ele, participou em mais de 70 jornais e revistas.

Para saber mais clique no endereço  http://www.robida.info/bio_biblio_filmo.htm

11月26日

Um dia na vida de Erik Satie

"O sol levantou-se cedinho e de bom humor" [Erik Satie]
Enquanto não encontrar a edição portuguesa da autobiografia de Satie transcrevo um excerto publicado na Ubuweb http://www.ubu.com/papers/satie_day.html  
A Day in the Life of a Musician
Erik Satie

An artist must regulate his life.

Here is a time-table of my daily acts. I rise at 7.18; am inspired from 10.23 to 11.47. I lunch at 12.11 and leave the table at 12.14. A healthy ride on horse-back round my domain follows from 1.19 pm to 2.53 pm. Another bout of inspiration from 3.12 to 4.7 pm. From 5 to 6.47 pm various occupations (fencing, reflection, immobility, visits, contemplation, dexterity, natation, etc.)

Dinner is served at 7.16 and finished at 7.20 pm. From 8.9 to 9.59 pm symphonic readings (out loud). I go to bed regularly at 10.37 pm. Once a week (on Tuesdays) I awake with a start at 3.14 am.

My only nourishment consists of food that is white: eggs, sugar, shredded bones, the fat of dead animals, veal, salt, coco-nuts, chicken cooked in white water, mouldy fruit, rice, turnips, sausages in camphor, pastry, cheese (white varieties), cotton salad, and certain kinds of fish (without their skin). I boil my wine and drink it cold mixed with the juice of the Fuschia. I have a good appetite but never talk when eating for fear of strangling myself.

I breathe carefully (a little at a time) and dance very rarely. When walking I hold my ribs and look steadily behind me.

My expression is very serious; when I laugh it is unintentional, and I always apologise very politely.

I sleep with only one eye closed, very profoundly. My bed is round with a hole in it for my head to go through. Every hour a servant takes my temperature and gives me another.
 
 

Curiosidade...

Não é que "desapareceu" o primeiro esboço daquilo que quero chamar o meu Gabinete de Curiosidades (Cabinet de Curiosités )???

Para assinalar deixo a placa inaugural.

Erik Satie e algumas memórias

Em 1970, com pouco dinheiro para comprar discos e livros, surgiu a oportunidade de comprar discos a prestações. Todos pertenciam à chamada categoria dos "clássicos". Tratava-se de uma casa que importava discos e que ficava perto do Galeto, na Avenida da República. Havia que fazer contas, mas a ideia de levarmos para casa uma pequena discoteca foi superior às nossas forças. Escrevo no plural pois o Jorge Custódio era o outro comprador. Aliás, sempre que se tratava de discos ou livros, nem era preciso pensarmos duas vezes,nessa matéria estavamos sempre de acordo. Regressámos a casa com uma pilha de discos que quisemos ser representativa dos vários períodos da história da música. Cada LP estava coberto por uma capa de celofane fininho que seria talvez a garantia de que nunca tinham sido tocados. No meio desse "tesouro" musical de que eramos proprietários vinha um disco de Erik Satie. Lembro-me de ter sido eu a escolher o compositor como um dos representantes do séc.XX. O outro era Igor Strawinsky, que o Jorge adorava, mas que eu achava chatissimo. Foi, então, em 1970, que ouvi pela primeira vez a música que mais me tem acompanhado durante todos estes anos: as "Gymnopédies". Mais tarde, já na época dos CD's conhecia a "Gnossienne". Não sei quantas interpretações tenho da obra de Erik Satie. Sei que quando estou de humor mais melancólico recorro à sua musica. É remédio santo.

Mário Cesariny de Vasconcelos

26-11-2006 - 13:00
Adeus a Cesariny
Esta madrugada o pintor e poeta morreu em sua casa. Com 83 anos, Mário Cesariny, expoente maior do surrealismo português, deixou uma obra de múltiplas expressões que não permitem delinear fronteiras entre pintura, música, poesia e ensaio.
Lê-se no Público ( edição online)